Ilê de Oxum

O Ilê de Oxum se fundamenta na prática da caridade acolhendo a quem precisar de amor,sendo casa de oxum aqui prevalece o amor universal, sem preconceitos de nehuma forma. Juntamente com o estudo aprofundado do candomblé e da cultura negra em Bantu/Iorubá.

É constituido por regras ancestrais dos cultos de Nação referente a comida ritualística, assentamento, organização e trato com orixás e seus rituais. Está assentado a Orixa Oxum. Por fim, é pautado no acolhimento e na caridade.

A vida

“Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina na mão…”. A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando. Porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho… Porque pensa que não é importante.

A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas.

Pesa demais…

Então você pode escolher:

Ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil.

Pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.

Ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala. Mas o que tirar?

Você começa tirando tudo para fora, e vendo o que tem dentro…
Amizade…

Nossa! Tem bastante, e curioso… Não pesa nada!

Mas tem algo pesado…

Você faz força para tirar…

É a raiva, como ela pesa.

Ai você começa a tirar, tirar, e aparecem à incompreensão, o medo, o pessimismo…

Nesse momento, o desânimo quase te leva para dentro da mala…

Mas você puxa-o para fora com toda a força, e aparece um sorriso, que estava sufocada no fundo de sua bagagem…

Pula para fora outro sorriso e mais outro, e ai saem à felicidade…

Você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora a tristeza…

Agora, você vai ter que procurar a paciência dentro da mala, pois você vai precisar bastante…

Procure então o resto:

Força, esperança, coragem, entusiasmo, equilíbrio, responsabilidade, tolerância, bem humor…

Tira a preocupação também, e deixa de lado. Depois você pensa o que fazer com ela… Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo! Mas pensa bem o que você vai colocar lá dentro!

Agora é com você…

E não se esqueça de fazer isso mais vezes…

Pois o caminho é Muito, muito longo.”

Axé.

Não há Candomblé sem conhecimento!

Candomblé é prática!

Ninguém abre casa lendo Pierre Verger.
Ninguém aprende fundamento observando as pinturas do Carybé.
Ninguem reza um encantado lendo whatszapp. Ninguém raspa um yao seguindo instruções da internet .
Ninguém tira ebó com listas do Google .
Livro nenhum vai ter a mesma força de yawo/abiã quando senta para aprender com as palavras dos mais velhos.
Nenhum ebó tem mais resultado do que aquele que você já passou e já ajudou seu zelador a fazer .
Nosso livro sagrado é a oralidade e isso é o que temos de mais preciso. A teoria é linda, porém nossas praticas são insubstituíveis.
Candomblé se faz no terreiro, não na internet.

Axé.

Saber Tradicional

O que é um saber tradicional?


Conhecimento tradicional, também conhecido como conhecimento local designa os sistemas de conhecimento incorporados nas tradições culturais de comunidades regionais, indígenas ou locais. Frequentemente o conhecimento tradicional é passado oralmente de pessoa para pessoa através das gerações.

O saber tradicional pode ser observado como aquele oriundo das comunidades tradicionais – grupos indígenas, quilombolas etc.
Como exemplos de Conhecimentos Tradicionais Associados têm-se métodos de pesca e de caça, técnicas de manejo de recursos naturais, conhecimento sobre ecossistemas e sobrepropriedades farmacêuticas, alimentícias e agrícolas de espécies animais, vegetais e fúngicas e religiosos.


Populações tradicionais e saberes locais.


As “populações tradicionais” são aquelas que possuem conhecimento da natureza, que se relacionam de forma muito íntima, em simbiose e dependência, conhecendo os segredos, suas propriedades e utilizando dos seus recursos para viver e transmitindo esses valores de geração a geração.

As populações tradicionais têm em relação ao meio natural, nos permite realizar uma avaliação da valorização dos seus saberes.

Os povos e comunidades tradicionais são sujeitos de direitos, que se organizam enquanto grupos, a partir de modos tradicionais de vida. Nos termos do Decreto 6.040, são concebidos enquanto: Grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição.