Mtakalambô, Mutak’lamb’ngunzo, Cabila e Ngongombila são nomes que revelam a natureza do caçador e a face divina de Deus como provedor. Essa Divindade é responsável pela manutenção da tribo e ainda tem a função de manter a vigilância noturna nas aldeias garantindo-lhes a segurança. Está ligado a abundância de alimentos na Nzo (casa) de culto, proporcionando a fartura, a alimentação, a bem-aventurança financeira dos filhos de santo.
Para você renascer espiritualmente, precisa abandonar o passado. Isso exige coragem. E dentro de você já existe coragem para tanto. Acredite no poder do seu Orixá/Nkise, entregue-se a ele e se atire decididamente no oceano de axé. E não tenha medo de afundar, pois flutuará milagrosamente e terá grande tranquilidade.
O candomblé possui um sofisticado código ritualístico, elaborado para organizar o fazer das casas de axé.
O ritual de iniciação no Candomblé, a feitura no santo, representa um renascimento, tudo será novo na vida do iniciado ele receberá inclusive um nome pelo qual passará a ser chamado dentro da comunidade do Candomblé.
A feitura tem por início no recolhimento. Nestes dias de reclusão, e neste prazo são realizados banhos, boris, oferendas, ebós, todo o aprendizado começa, as rezas, as dança, as cantigas…
Mas nem todos estão preparados para isso. Ainda presos nas vaidades do mundo, pra muitos perder os cabelos pesa. Estar recolhido afastado das redes sociais e da vida mundana pesa. Afinal é muita responsabilidade viver para o Nkise, me entregar verdadeiramente ao sagrado. Por isso feitura de Santo não é pra todo mundo. Requer mais que rituais e mudança de vida. O ser antigo tem de morrer para o novo renascer para o Nkise/Orixá.
Toda mudança exige esforço. Mas a maioria vive a desculpa eterna da imperfeição, nunca estar preparado, estar sempre na busca… Mas quando são chamados não dão conta, pois na verdade não se quer abrir mão do velho ser.
Para você renascer espiritualmente, precisa abandonar o passado. Isso exige coragem. E dentro de você já existe coragem para tanto. Acredite no poder do seu Orixá/Nkise, entregue-se a ele e se atire decididamente no oceano de axé. E não tenha medo de afundar, pois flutuará milagrosamente e terá grande tranquilidade.
Mukuiu – (macuiu) é um pedido de bênçãos (para a nação Bantu) a resposta é Mukuiu NZambi (ou seja que Deus te abençoe);
Pedir a bênção, no Candomblé, faz parte da hierarquia e da rotina das casas, onde todos se cumprimentam, saudando-se e trocando bênçãos, num gesto bonito e humilde de relacionamento.
A benção é uma forma de demonstrar nossa humildade perante as divindades. Quando uma pessoa responde a um pedido de benção, essa é uma resposta do Orixá, utilizando-se de sua boca para se comunicar e de suas mãos para trocar naquele que a pediu. O homem não tem o poder divino de bendizer ou de abençoar seus semelhantes. Ele é somente ferramenta utilizada pelas divindades.
Também conhecido como Ilê Axé, é o local sagrado para o povo santo onde acontecem as festas públicas, e pode abrigar uma grande parte dos convidados. No local central (sob o solo) estão fixados, “plantados” os fundamentos do da Terra. Todos os adeptos reverenciam seus orixás , Nkises e ancestrais em sinal de respeito e amor.
Também conhecido como Ilê Axé, é o local sagrado para o povo do santo, onde acontecem as festas públicas, e pode abrigar uma grande parte dos convidados. No local central (sob o solo) estão fixados, “plantados” os fundamentos do orixá da Terra. Todos os adeptos reverenciam seus orixás e ancestrais em sinal de respeito e amor.
Compreendendo que aquilo que é sagrado emana da consciência daquele que acredita e cultua determinada religião. Isso significa que podemos olhar para o sagrado como uma categoria epistemológica, isto é, o sujeito determina o que é sagrado pra ele/ela partindo da sua própria experiência. Pensando assim, temos infinitas possibilidades de produção de diversos lugares sagrados. Essa diversidade de expressões religiosas na sociedade contemporânea marca nosso tempo-espaço com a beleza da pluralidade, e também, com os desafios impostos pela intolerância e fundamentalismos.
Construir um mundo mais humano e receptivo a liberdade de expressão, liberdade de culto, liberdade de pensamento é uma tarefa coletiva. Por essa razão entendemos o espaço como produto de inter-relações, portanto, deve existir a diversidade. O que inclui como pressuposto a diversidade religiosa. Com o processo de globalização o contato entre as religiões vem ascendendo, resulta dessa dinâmica um aumento da consciência no que diz respeito as semelhanças e diferenças entre as distintas comunidades religiosas. Fruto dessas interações resulta o reforço das diferenças e animosidades entre o que é considerado dessemelhante, superar essa questão é contribuir para o desenvolvimento daquilo que chamamos civilização. Precisamos nos questionar sobre o que temos em comum, para isso, é necessário um olhar atento procurando conhecer a realidade do outro. “A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos, quando apenas conseguem identificar o que os separa e não o que os une”. (SANTOS, 2000, p. 17)
Está aí a regra número um nos cultos de origem afro.
Se a mata possui uma alma além do mistério esta é a folha, que a mantém viva pela respiração, que a caracteriza pela cor e aparência, que sombreia seu solo permitindo, através do frescor, a propensão à semeadura. “Kosi ewe, kosi Orisa”, diz um velho provérbio nagô: “sem folha não há Orixá”, que pode ser traduzida por “não se pode cultuar orixás sem usar as folhas”, define bem o papel das plantas nos ritos. Falar das folhas no culto afro-brasileiro é muito complexo, pois nas diversas nações que existem dentro do culto, as folhas recebem nomes e funções diferentes. As folhas de determinado orixá entram também no culto de outro, pois existem combinações de folhas de um orixá para o outro.
Existem diversas folhas com diversas finalidades e combinações, nomes e considerações dos nomes, fato que muito impressiona a quem as manipulam dentro de Axé. Temos que ter muita consciência de como usá-las para que não sejamos pegos de surpresa por energias que são invocadas quando a maceramos, quando colocamos o sumo da Erva em contato com nosso corpo, quando a colhemos. Porém folha é para trazer energias boas e positivadas, tirar energias ruins e maléficas em muitos casos, trazer resposta de algo se é necessário para o individuo que a usa. As plantas são usadas para lavar e sacralizar os objetos rituais, para purificar a cabeça e o corpo dos sacerdotes nas etapas iniciáticas, para curar as doenças e afastar males de todas as origens. Mas a folha ritual não é simplesmente a que está na natureza, mas aquela que sofre o poder transformador operado pela intervenção de Ossãe, cujas rezas e encantamentos proferidos pelo devoto propiciam a liberação do axé nelas contido. Há algumas décadas a floresta fazia parte do cenário e as folhas estavam todas disponíveis para colheita e sacralização. Com a urbanização, o mato rareou nas cidades, obrigando os devotos a manter pequenos jardins e hortas para o cultivo das ervas sagradas ou então se deslocar para sítios afastados, onde as plantas podem crescer livremente. Com o passar do tempo, novas especializações foram surgindo no âmbito da religião e hoje as plantas rituais podem ser adquiridas em feiras comuns de abastecimento e nos estabelecimentos que comercializam material de culto. O elemento vegetal é muito importante para a manutenção e equilíbrio dos seres vivos. Através de processos variados os vegetais retiram o Prana da natureza, seja através do Sol, da Lua, dos planetas, da terra, da água, etc. São, portanto, grandes reservas de éter vital e que através dos tempos, o ser humano, descobriu estas propriedades. Usamos os vegetais, desde a alimentação até a magia, sempre transformando a energia vital, através de processos e rituais.
Candomblé é família! Quem ainda não entendeu isso ,não entendeu candomblé.
Família de Santo é um termo usado no candomblé e nas religiões afro-brasileiras, que significa pessoas do mesmo axé. É como uma família, onde o filho-de-santo, sempre tem um pai-de-santo, uma mãe-de-santo até chegar no primeiro africano que trouxe o axé da África. Em virtude da falta de documentação escrita e o analfabetismo e cultura oral dos africanos no inicio da colonização, poucos são os que conseguem fazer a árvore genealógica de sua família natural ou mesmo da família de santo. No Candomblé, é muito importante a ancestralidade, pois toda Casa de Candomblé teve início através do axé transmitido, só quem recebeu o Axé é que pode transmiti-lo. Quando se menciona uma pessoa do Candomblé, a primeira coisa que perguntam é: ele é filho de quem? Nas casas mais antigas, que conseguiram manter a tradição, o Axé foi transmitido e preservado, e deve ser passado aos mais novos, para que a cultura não se perca. Candomblé é família, e esta se une pela fé, pelo amor ao sagrado que deve ser preservado e honrado não só com rituais, mas também com atitudes de mudança verdadeira do ser. Família, onde uns auxiliam os outros, onde se acolhe e transmite amor.
A especificidade litúrgica do candomblé faz com que os adeptos se integrem à comunidade-terreiro de forma particular. Uma união entre irmãos, uma luta para manter viva a cultura de seus ancestrais e sua religião. Não importa o tamanho da família e sim nossa união com o sagrado.
O Ilê de Oxum se fundamenta na prática da caridade acolhendo a quem precisar de amor,sendo casa de oxum aqui prevalece o amor universal, sem preconceitos de nehuma forma. Juntamente com o estudo aprofundado do candomblé e da cultura negra em Bantu/Iorubá.
É constituido por regras ancestrais dos cultos de Nação referente a comida ritualística, assentamento, organização e trato com orixás e seus rituais. Está assentado a Orixa Oxum. Por fim, é pautado no acolhimento e na caridade.