Asé

É uma qualidade de energia latente mobilizada pelo aspecto sensível dinamizado nas relações, daí dizer que é doada.

Energia primordial que promove a vitalidade enraizada do ser humano com o que se tem de mais antigo dentro de si mesmo, o espirito.

É possível de ser “redistribuída” em ritual entre homens e mulheres que saibam conservá-la como dádiva do universo.

De forma sagrada é passada de mãe para filhos, todos a possuem; é relíquia de nascimento selada durante o parto.

Na cultura africana religiosa, esta energia se cultiva, cultua e renova numa dimensão religiosa.

Axé é essencial para manter o equilíbrio espiritual, sendo parte fundamental da conexão entre os praticantes e o sagrado.

O axé tem papel fundamental nas cerimônias e rituais do Candomblé.

Cada oferenda, cântico, e dança realizados nos terreiros têm o objetivo de movimentar e fortalecer o axé.

Sem axé, os rituais perderiam sua eficácia, pois é ele que proporciona o equilíbrio energético necessário para a cura, proteção e prosperidade.

Axé é transferido durante as iniciações e cerimônias, fortalecendo o corpo e o espírito dos participantes.

A Transmissão do Asé no Candomblé

Àse é transmitido através do hálito, do sopro e do contato físico e da energia espiritual.

O asé é transmitido de várias formas no Candomblé, seja por meio de rituais, objetos sagrados, ou pela palavra e toque de um sacerdote ou mãe de santo.

O Asé é nutrido no âmago líquido, nas entranhas do nosso corpo, no sangue, força que sustenta e move a Tradição.

“É preciso também querer receber Axé, e quem recebe ou quer receber Axé deverá aceitar os Bônus e principalmente os Ônus dentro de uma Casa de candomblé. Quem tem Axé acredita e confia na sua casa, nas pessoas e principalmente no zelador, trocará permanentemente Axé com todos de sua casa e com o seu Zelador. Quando um integrante não consegue trocar Axé estará fadado a interromper seu caminho dentro da Casa.” Fernando D’Osogiyan

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