Solo sagrado

Também conhecido como Ilê Axé, é o local sagrado para o povo do santo, onde acontecem as festas públicas, e pode abrigar uma grande parte dos convidados. No local central (sob o solo) estão fixados, “plantados” os fundamentos do orixá da Terra. Todos os adeptos reverenciam seus orixás e ancestrais em sinal de respeito e amor.

Compreendendo que aquilo que é sagrado emana da consciência daquele que acredita e cultua determinada religião. Isso significa que podemos olhar para o sagrado como uma categoria epistemológica, isto é, o sujeito determina o que é sagrado pra ele/ela partindo da sua própria experiência. Pensando assim, temos infinitas possibilidades de produção de diversos lugares sagrados. Essa diversidade de expressões religiosas na sociedade contemporânea marca nosso tempo-espaço com a beleza da pluralidade, e também, com os desafios impostos pela intolerância e fundamentalismos.

Construir um mundo mais humano e receptivo a liberdade de expressão, liberdade de culto, liberdade de pensamento é uma tarefa coletiva. Por essa razão entendemos o espaço como produto de inter-relações, portanto, deve existir a diversidade. O que inclui como pressuposto a diversidade religiosa.
Com o processo de globalização o contato entre as religiões vem ascendendo, resulta dessa dinâmica um aumento da consciência no que diz respeito as semelhanças e diferenças entre as distintas comunidades religiosas. Fruto dessas interações resulta o reforço das diferenças e animosidades entre o que é considerado dessemelhante, superar essa questão é contribuir para o desenvolvimento daquilo que chamamos civilização. Precisamos nos questionar sobre o que temos em comum, para isso, é necessário um olhar atento procurando conhecer a realidade do outro. “A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos, quando apenas conseguem identificar o que os separa e não o que os une”. (SANTOS, 2000, p. 17)

Ilê de Oxum Março 2022

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